SURTO HISTÓRICO DE GRIPE NOS EUA CAUSA MAIS DE 7.000 MORTES EM UM MÊS

As consultas médicas também atingiram o nível mais alto desde a maior temporada da doença no país, registrada entre 1997 e 1998

Cerca de 15 milhões de casos de gripe foram registrados desde o fim de dezembro de 2025 nos Estados Unidos, resultando em, aproximadamente, 7,4 mil mortes.

Os dados são dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), que afirmaram ainda que as consultas médicas atingiram o nível mais alto desde a maior temporada da doença no país, registrada entre 1997 e 1998. Foram cerca de 180 mil hospitalizações.

O inverno rigoroso no Hemisfério Norte colaborou para o quadro trágico, que se agravou em dezembro passado. E, apesar da estimativa de que os casos caiam em proporção inversa ao aumento da temperatura, “espera-se que a atividade elevada da gripe continue por mais algumas semanas”, prevê o CDC, no relatório divulgado na semana passada.

Outro dado é com relação ao ano passado. Cerca de 8,2% das consultas médicas na última semana de 2025 foram por sintomas gripais. No mesmo período de 2024, que também foi considerado de intensa contaminação, a porcentagem foi de 6,7%.

Segundo a epidemiologista e pesquisadora sênior do Centro Johns Hopkins para Segurança da Saúde, Caitlin Rivers, disse à CNN dos EUA, “é o pior que tivemos em pelo menos 20 anos. Estamos vendo que a maior parte do país está enfrentando níveis muito altos de atividade, e ainda estamos no auge da crise”.

Conhecida como gripe K, a doença em circulação inesperada é causada pelo subclado k da influenza A (H3N2). Embora tenha sintomas e progressões semelhantes aos de qualquer gripe, essa variante tem levado a um boom na quantidade de internações por infecções respiratórias.

Em coletiva de imprensa na semana passada, o comissário de Saúde Pública de Massachusetts, estado do nordeste dos EUA com um dos maiores índices da doença, Robbie Goldstein disse que os vírus são graves, perigosos e representam risco de vida. “Estamos vendo crianças gravemente doentes, famílias sofrendo perdas devastadoras e hospitais sobrecarregados.”

Goldstein ainda defendeu a vacinação como forma eficaz de prevenir a doença: “Elas podem prevenir doenças graves e hospitalizações. E salvam vidas. Se você ainda não se vacinou contra a gripe ou a Covid nesta temporada, agora é a hora. Ainda não é tarde. Optar pela vacinação é optar por proteger a si mesmo, sua família, seus amigos, seus colegas e sua comunidade”.

O CDC ainda citou um estudo realizado na Inglaterra, durante um período com atividade significativa do subclado K do vírus influenza A(H3N2), que demonstrou que a vacina de 2025-2026 manteve-se eficaz na redução de visitas ao pronto-socorro e internações hospitalares. Os resultados indicaram que a vacina apresentou eficácia de 72% a 75% na redução de visitas ao pronto-socorro e internações hospitalares em pessoas com menos de 18 anos e de 32% a 39% em pessoas com 18 anos ou mais.

Casos no Brasil

O Brasil também está em alerta. Segundo o relatório publicado pela OMS no último dezembro, o país é um dos que lidera o número de casos de influenza A (H3N2) na América, superando 30% de positivos entre as pessoas com sintomas de gripe.

Fonte: Metrópoles

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